Pamonhas, Pamonha de Piracicaba. É o puro creme do milho verde. Venha provar freguesia."

Pamonha de Piracicaba. É o puro creme do milho verde. Venha provar freguesia."

Embora a história da pamonha no Brasil nos leve aos tempos indígenas, a tradicional pamonha de Piracicaba teve seu início nos anos 50, bem antes da venda do produto com veículos anunciando o slogan que transformou o doce de milho em uma das principais referências da cidade em todo o Brasil.

Em 1953, a família Rodrigues iniciou a produção. Dona Benedita ensinou a filha,Vasty Rodrigues Octaviano, a preparar o doce. Depois de algumas receitas prontas, Vasty colocou os doces numa cesta e saiu vendendo. Já no primeiro dia vendeu 200 pamonhas, o que surpreendeu toda a família. O marido de Vasty, Aparecido Octaviano, funcionário da Usina Monte Alegre, abandonou o emprego para ajudar a esposa. Ele dizia que num único dia ganhou o dinheiro que iria receber por um mês inteiro de trabalho.

Com as vendas em crescimento, a cesta logo foi substituída pela carroça. Em 1966, a produção chegou a atingir cinco mil pamonhas por dia. O filho caçula de Vasty foi o primeiro vendedor motorizado de pamonhas que, com uma Kombi, vendia pamonha em toda a região. Mais tarde, outros vendedores compravam as pamonhas de Dona Vasty para revendê-las .

O famoso slogan da pamonha foi gravado em 1969, quando um dos vendedores de pamonha "soltou a voz" para tornar a venda mais fácil e a pamonha de Piracicaba conhecida no país. Dirceu Bigelli era um excelente vendedor. Tinha uma facilidade grande para fazer negócios. Ele gravou o slogan "Pamonha, pamonha, pamonha. Pamonha de Piracicaba. É o puro creme do milho verde".

Com a gravação espalhada nos automóveis que percorriam todo o Estado de São Paulo e chegaram a ir para o Rio de Janeiro e Minas Gerais. A gravação do slogan da pamonha de Piracicaba na voz de Dirceu Bigelli é a que predomina ainda hoje entre os vendedores espalhados pelo Brasil.

O vendedor Dirceu nos traz um excelente exemplo de comunicação eficiente: uma voz forte e clara, mensagem simples e concisa e veículo ou meio ideal para transmissão. Tudo para facilitar o entendimento pelo ouvinte-comprador. E hoje, mesmo com toda a tecnologia que o mundo moderno nos trouxe, a comunicação é um dos principais problemas. As ferramentas, meios ou veículos para se comunicar existem: telefone, fax, celular, carta postal, telegrama, internet, msn, torpedo, etc.


O problema da comunicação reside nas pessoas. A maioria das falhas comuns que ocorrem nas relações interpessoais acontece justamente por problemas de comunicação. Os níveis de conhecimento e entendimento variam de pessoa para pessoa. Então, se eu falo tecnicamente a respeito de um assunto com um leigo, é bem possível que ele apenas balance a cabeça, como se estivesse entendendo tudo. Mas a comunicação não é aquilo que eu falo e sim, o que chega ao receptor da mensagem. O

ser humano é propenso a interpretar tudo o que acontece. É de nossa natureza avaliar, ponderar, julgar e comparar tudo o que vemos, ouvimos e percebemos com a nossa escala própria de valores. Nossa impressão acerca de determinado fato, coisa ou ação passa pelo filtro do nosso "eu" e, a partir daí, passamos a julgar as coisas não como elas são, mas como nós queremos que elas sejam.


Stephen Covey, em seu livro "Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", diz que é preciso primeiro aprender a compreender para, após, se fazer compreender. E exemplifica perguntando se alguém aceitaria que o oculista lhe receitasse óculos sem fazer os exames, baseando-se apenas na descrição da queixa. Com isso, ele nos mostra a ineficácia de conselhos antes do real diagnóstico, salientando a importância do treinamento permanente em saber ouvir, evitando filtrar a fala do outro apenas com o nosso paradigma.


Comunicar é transmitir a mensagem de forma concisa. Compreender é aprender a lidar com a realidade interna do outro. Por essa razão, se desejamos, de fato, nos comunicar com outras pessoas, precisamos, constantemente, exercitar a arte da empatia, que é a capacidade de nos colocarmos no lugar da outra pessoa, entendermos o seu estado de espírito, seu momento psicológico, seu nível cultural, suas crenças, seus apelos emocionais.

"O mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito."
Peter Drucker

Autor : Marcelo Pacheco

 



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